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respirafundo

respirafundo

Quando a minha garganta fechou e o céu parecia que ia cair, tive colo. O meu colo favorito. Mas agora estou sozinha e está a ser difícil lidar.   Esperei tanto por esta semana e agora que ela finalmente chegou só quero que acabe. Não é justo. A vida tem sempre de aparecer para mostrar que é ela que manda, não tem? Como se eu já não soubesse que não decido nada... Que mais vale sonhar cá em baixo porque a queda está garantida (e vai ser feia).
Foi-se o tempo em que eu passava largos dias sem fazer nada, que no fundo nunca era sem fazer nada, pois havia sempre algo para fazer. Nessa altura a vida parecia-me ótima, embora me soubesse a pouco; adorava ter tempo livre mas a sensação de que podia (e devia) fazer algo mais sufocava-me. Procurei empregos vários, em áreas várias, até para vagas que nada me diziam - mesmo já tendo corrido mal uma vez. Neste momento estou bem, só que tenho (muito!) medo de errar. É bastante (...)
22 Jun, 2022

sobre ontem

O dia já ia ser bonito pois todos os dias que passo colada à minha pessoa favorita o são. Infelizmente percebi melhor isso quando deixei de poder estar com ela a qualquer hora. Curiosamente os dias bonitos em que os planos são simples, como era o caso, são os que mais aprecio. Descobri a grandeza da simplicidade de estar somente abraçada, sem grandes afazeres, a quem me diz e é tanto.   Depois choveu. Fiquei stressada, mas foi de pouca dura. Quando vi já estava a rir muito e (...)
10 Jun, 2022

anonimato

Durante muito tempo reprimi as minhas experiências. O que eu pensava e sentia era arrumado em gavetas algures cá dentro. Sofri todas as dores físicas e emocionais sozinha, em silêncio, sem ninguém desconfiar; pareceu-me uma boa ideia até o entulho começar a rebentar pelas costuras. A bagagem era pesada demais e eu não tive maturidade suficiente para entender que não era uma super-menina capaz de suportar tudo. Pelo meio apaixonei-me pela escrita. Escrevia sobre os outros, sobre o (...)
Continuo a ter coisas para dizer. Cá dentro ainda borbulha toda a inquietação de quem pensa e sente demais. Talvez borbulhará sempre... E não sei se isso é bom ou mau, acho que é apenas o que é e pronto.   Falta-me a consistência de entender que eu sou eu independentemente do espaço onde através de palavras me deixo. Ou então sou apenas apaixonada por recomeços. Acredito em fases. Acredito em cortes de cabelo para romper ciclos, em lençóis lavados para mudar (...)